16 de jul de 2010

Imagine a cena

Chegando em casa depois do trabalho estaciono o carro na garagem, a nenê ta dormindo na cadeirinha. Desço do carro, abro a porta malas e tiro duas bolsas grandes, uma com mamadeiras, papinhas, colheres, babadores, água de coco, mucilonzinho, bolacha... tudo que ela pode querer enquanto a gente fica no meu trabalho. Na outra são fraldas, roupinhas de frio e de calor (nunca sabemos como vai ficar o tempo em São Paulo), pomadas, remedinhos emergenciais... ah sim, e a minha carteira pq desde q virei mãe abri mão da minha bolsa, imagine mais uma para carregar? Não!

Coloco uma bolsa em cada ombro, fecho o porta malas, abro a porta de trás do carro com cuidado p não acordar a nenê. Já segurando a chave do carro em uma das mãos tiro a Maria Eduarda da cadeirinha e fico segurando no meu colo, pq nesse dia a moça q trabalha lá em casa, a Tia Su, tinha lavado o carrinho.

Vou me equilibrando com ela no colo e uma bolsa em casa ombro para apertar o botão da chave e fechar o carro. Ok, um problema já foi resolvido. Ando até o elevador torcendo para não encontrar nenhum vizinho, senão vão falar alto a acordar a pequena. Legal, chego ao hall e não tem ninguém por lá, mas como faço p chamar o elevador? Fui me equilibrando e consegui apertar o botão com o cotovelo. Espero um tempo e o elevador chega, tento segurar a nenê de 10 quilos em um braço só p abrir a porta com a outra mão (lembre, tenho uma mala em cada ombro). Abri a porta do elevador, e usei novamente o cotovelo e consegui apertar o 21º andar... que pela altura você deve imaginar que não foi a coisa mais fácil, ainda mais pensando q eu só tenho 1,61 m. O elevador começa a subir e eu, que não sou a melhor amiga dos elevadores, torço para ninguém entrar e ver aquela cena, mas lembro que o porteiro deve estar se matando de rir, pois está acompanhando tudo desde o começo pelas câmeras do prédio, ok, não tenho o que fazer sobre isso, no máximo balançar um pouco a cabeça para o cabelo sair do meu olho e eu ficar com menos cara de louca. Chega ao meu andar, empurro a porta do elevador com as costas e chego no hall. A pergunta é: Onde está a chave de casa? Lógico, na bolsa que está no meu ombro... ombro do braço que segura uma nenê de 10 quilos dormindo. Preciso dizer que ela acordou?

Foi ai que tive a brilhante idéia: Quero uma fechadura biométrica. É o mínimo que eu mereço depois disso tudo DIARIAMENTE, não?

Mas já começaram as piadas... o Fabio falou que vamos ficar parecendo uma empresa e que provavelmente quando o irmão dele chegar aqui vai fazer de conta que usa um crachá... falou também que o pai dele vai ficar tentando colocar todos os dedos possíveis na fechadura p ver como funciona.

Eu não mereço uma fechadura biométrica???

9 comentários:

guilhermo benitez disse...

Amanda,

depois de toda a cena, de verdade, a fechadura é o de menos...

Juliana disse...

Caramba... depois disso tudo, que mãe não merece uma super fechadura biométrica?

Sonia disse...

Sim,uma fechadura biométrica é mais do justa e merecida, mas que a cena foi cômica, isso foi sim.

cinderella disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
viviane disse...

Vc não queria encontrar nenhum vizinho, mas quem sabe, se a vizinha fosse eu, não teria te ajudado, hein?????
Mas viva a tal fechadura biométrica!

Andréa Cordeiro - Maringá 2010 disse...

ahahah
adorei a ideia!!
vou pesquisar uma pra mim, que mesmo não tendo filho, ainda, facilitaria e muito a nossa vida depois de uns botecos! kkk

Marcelo disse...

Acho que a solução é adotar um cordão - tipo daqueles pra crachá - pendura a chave e pronto.

Amanda B Ansaldo disse...

Imagina só Cordeiro como isso iria facilitar a vida! O problema é q ia causar um rombo no orçamento... rsrsrs
Tô achando mais facil fazer o q o Marcelo falou, pendurar a chave no pescoço! Tá saindo mais barato! rsrsrsrsrs

Flavio Monaco disse...

Hahahaha...sensacional! Comecei a ler o blog agora! Viva a fechadura biométrica! Fácil que vou chegar de crachá!