14 de mar de 2011

Graduação em Reforma do Lar

Sinto-me estudante novamente. Não é segredo pra ninguém que a Amanda entende muito mais do assunto “obras e reformas”. É só descer a barra de rolagem e vera diferença do teor dos meus posts para os dela. Eu fico com as piadas; ela, com a parte técnica. É um dueto funcional, mas injusto.

Por isso mesmo, me obriguei e fui obrigado a me inteirar mais de todos os detalhes que envolvem essa grande reforma do apartamento 211. E a experiência tem sido positiva. Ainda patino bastante em alguns tópicos e acabo cometendo deslizes, como medir uma janela em polegadas, e não em centímetros. Ou falando “sinca” sempre que quero me referir a “sanca” (agora mesmo não sei ao certo se troquei mais uma vez, ou se está correto).


Enfim, ainda tenho algumas notas vermelhas no boletim, mas já comecei a participar mais ativamente. Não à toa, lembro de materiais que ainda não foram comprados, escolho o melhor estilo da porta e tive papel decisivo sobre a metragem do banheiro principal. Pelo menos é isso que declaro quando me auto-entrevisto.

Talvez a explicação de boa parte do meu desconhecimento esteja na minha criação. Longe de abrir esse espaço para uma terapia de grupo (apesar de já o ser), mas entre um parafuso e um livro, meu pai sempre me recomendou o segundo. Sou muito grato a essa orientação, mas isso provocou um buraco nas minhas habilidades braçais. Sim, a maior responsabilidade é minha. Afinal, poderia ter mergulhado naqueles cursos do SENAC que abrangem de tudo – de torneiro mecânico a diplomata.

O resumo da obra é que me viro bem como jornalista, mas não saberia nem por onde começar a montar uma banca de jornal. A busca agora é encontrar o equilíbrio. Continuar fiel á literatura russa, ao mesmo tempo em que consigo compreender a instalação completa de conduítes (aqueles caninhos amarelos que vão no meio da parede, certo?).

O objetivo final é passar de ano. Voltar ao apartamento 211 graduado em reforma do lar. Com sorte, levo um diploma. E aí peço ajuda da Amanda para pregá-lo na parede sem furar nenhum cano...

6 comentários:

Cléo disse...

Sou testemunha que realmente seu pai te passou essa herança, ou seja, ele tb não tem habilidade quase nem p/ trocar uma lâmpada, mas em compensação ele tem muitos diplomas e foi c/ essas ferramentas que ele sempre trabalhou e pode tb deixar de herança 1 diploma na mão de cada um dos filhos.

Carmen Fiorda disse...

Genro
Você como sempre surpreende nos relatos. Adoro ler o q vc escreve e tenho certeza q tb vc será graduado nesses assuntos da reforma,pois a professora q está ao seu lado não brinca em serviço! To esperando a festa de inauguração. O champanhe eu levo!
A sogra

Rose Tambasco disse...

Meu marido também não leva o menor jeito para reformas, consertos e afins, mas tem muita habilidade pra ganhar e pagar para alguem fazer.
O pai dele também não tinha e acredito que isso é passado de pai para filho muitas vezes.Eu ao contrário tinha um pai faz de tudo...e aqui em casa só chamo alguem pra fazer algum reparo se realmente for muuuito complicado, tipo subir no telhado. No mais eu me viro.
Minha principal finalidade em fazer o curso de design de interiores foi de aprender mais sobre construção,para quando começar a minha.

Amanda B Ansaldo disse...

Ah Cléo, mas isso não é desculpa não, a questão é o fato de gostar ou não dessas coisas. Meu pai tem duas faculdades, deixou de herança faculdade e pós p mim e tá deixando facul p minha irmã tb... e mesmo assim sempre soube fazer essas coisas de casa. É questão de gostar mesmo. O Rafa não gosta, prefere que outra pessoa faça, já meu pai sempre gostou dessas coisas e na falta de um filho homem, ensinou as filhas mesmo a fazerem rsrs.

Cléo disse...

É verdade Amanda, não tinha me tocado que o ponto principal não é estudo e sim gostar ou não gostar de fazer esse tipo de coisa. Vc falou tudo!!! Bjs

viviane disse...

Interesses e habilidades à parte,delicioso texto.Fabinho parece ter nascido jornalista,rs!