3 de set de 2011

O dilema da sacolinha plástica

Já está no calendário o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo: 2012. O protocolo criado pelo governo e depois aprovado pela Câmara Municipal provocou uma disputa considerável entre ambientalistas e indústrias e sindicatos do segmento de plástico.

Os números impressionam. Todo mês, os estabelecimentos comerciais utilizam 2,5 bilhões de sacolinhas plásticas, produzidas à base de petróleo. Nos aterros sanitários, as sacolinhas levam 100 anos para se decompor e se misturar ao solo. Ou seja, é fácil calcular o benefício gerado com a abolição delas.

Mas quem consegue viver sem as maledetas? É um vício voltar das compras carregado de sacolinhas, que, ao longo do mês, servem para “forrar” o lixo da cozinhas e dos banheiros. Aqui em casa a gente recicla o lixo, o que provoca mais uma contradição. Usamos pelo menos duas sacolinhas plásticas para separar os dejetos diários.

A solução parece estar no bom senso e nas alternativas criadas. Na cidade de Jundiaí, os consumidores precisam levar sacolas retornáveis e até carrinhos de feira quando vão aos supermercados. Ou ainda podem pagar 19 centavos pela embalagem biodegradável, feita de amido de milho.

Alguns supermercados da capital oferecem caixas de papelão gratuitas. O problema é que elas nunca parecem estar disponíveis quando chega sua vez de guardar as compras. Curiosamente, os estoques de caixas plásticas dobráveis (R$ 29,90) e carrinhos de feiras dobráveis (R$ 59,90) estão sempre em alta.

Considero errado o consumidor ter que pagar a conta dessa transição. É muito fácil pedir conscientização sobre o tema com o dinheiro dos outros. Eu vou sentir falta da sacolinha do Carrefour no banheiro de casa, mas aceito trocar por algo que não seja de plástico. Desde que... bom, basta ver o vídeo abaixo para entender a minha preocupação.

http://youtu.be/VEksh0cTSzs?t=8m5s

5 comentários:

Cléo disse...

Não resta dúvida que esse é um assunto muito polêmico. É como eu sempre falo, inventam as coisas, as pessoas aderem e depois a gente é quem tem que resolver o problema.

tarsila disse...

Mas tbm 5 latas de óleo é brincadeira... até aqueles sacos pretos rasgariam!!!

Amanda disse...

Então moro em Jundiaí, essa lei aki já tem 1 ano, no começo todo mundo reclamou mas agora já nos acostumamos.
Bom qdo aki foi proibido, tbm pensei nisso pq a gente tem que pagar se quiser sacolinha, mas aí conversando com meu marido ele me disse que se eles não cobrassem o impacto seria o mesmo, ou seja não iria adiantar muito, ele querem que tomemos consciencia e dimuirmos o uso não que continuarmos usando sacolinhas mesmo biodegradável, bom é costume aki sempre levamos as retornaveis.
Bom aki já todos nos acostumamos

Rose Tambasco disse...

Na minha opinião tudo o que envolve grandes mudanças de habito de uma grande quantidade de pessoas vai gerar descontentamento para muitos e terá o apoio de tantos outros. Aqui em Americana determinaram o fim das sacolas plasticas e eu confesso q não me importei pq aqui elas brotavam...mesmo usando-as para diversos fins. As ecobags ficam no portamalas do meu carro e facilitam na hora de tirar as compras do carro pq se carrega 10 vezes mais coisas nelas o q diminue minhas idas e vindas a garagem. Mas...nem todos tem carro pra ir no supermercado e nem todos andam com carrinho de compras e ecobags o tempo todo. Agora o que mais me deixou irritada com essa "lei", foi que depois de um ou dois meses começaram a aparecer novamente sacolinhas plasticas em padarias e farmácias e eu quiz saber porque. Então fiquei sabendo que a tal "lei" aqui era apenas educativa e que não poderiam ser aplicadas multas nos estabelecimentos que não aderisssem. Resumindo..tudo isso foi apenas para fazer média diante dos orgãos de proteção ambiental e tudo continua igual ao que era antes.Os supermercados daqui em sua maioria continuam sem as sacolinhas porque provavelmente reduziram seus custos e não por proteção ambiental.
Eu ja me habituei então para mim...não custa nada colaborar nem que isso seja considerado um grão de areia diante de tanta coisa a ser feita.

Raphael Gonzalez disse...

Acredito que a maneira mais econômica é você levar ao supermercado sacolinhas plásticas de compras passadas e eles te darem um desconto (como é feito em alguns países). Essas caixas de papelão fedem a produtos de limpeza, não dá.